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As espécies reativas de oxigênio (ERO) são componentes integrais de múltiplas vias celulares, embora ERO em excesso ou localizadas de maneira inadequada danifiquem células. As ERO funcionam como moléculas efetoras anti-microbianas e como moléculas sinalizadoras que regulam processos como a atividade transcricional da NF-kB, a produção de armadilhas extracelulares de neutrófilos (NETs) baseadas em ADN e a autofagia. As principais fontes de ERO celulares são as mitocôndrias e as NADPH oxidasas (NOXs). Em contraste com as ERO geradas por NOX, as ERO produzidas nas mitocôndrias (mtERO) foram inicialmente consideradas subprodutos indesejados do metabolismo oxidativo. Evidências crescentes indicam que as mtERO foram incorporadas em vias de sinalização, incluindo aquelas que regulam respostas imunes e autofagia. Como centros metabólicos, as mitocôndrias facilitam a interação entre o estado metabólico da célula e essas vias. Assim, mitocôndrias e ERO formam um nexo de múltiplas vias que determinam a resposta das células a interrupções na homeostase celular, como infecção, dano estéril e desequilíbrio metabólico. Nesta revisão, discutimos os papéis das mitocôndrias na geração de efetores anti-microbianos derivados de ERO, a interação das mitocôndrias e ERO com a autofagia e a formação de armadilhas extracelulares de ADN, e a ativação do inflamassoma NLRP3 por ERO e mitocôndrias.
Dunn et al. (Sat,) estudaram esta questão.