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Os diagnósticos são as ferramentas de classificação da medicina e são fundamentais nas maneiras como a medicina exerce seu papel na sociedade. Seu estudo sociológico é comumente subsumido sob as rubricas da medicalização, história da medicina e teoria da doença. O diagnóstico é, no entanto, uma poderosa ferramenta social, com características e impactos únicos que merecem uma análise específica. O processo de diagnóstico fornece a estrutura dentro da qual a medicina opera, pontua os valores que a medicina defende e sublinha o papel autoritário tanto da medicina quanto do médico. O diagnóstico ocorre em um ponto de interseção saliente entre doença e enfermidade, paciente e médico, queixa e explicação. Apesar dos apelos por seu estabelecimento, há quase duas décadas (Brown 1990), ainda não existe uma sociologia clara do diagnóstico. Este artigo argumenta que deve haver, e, como primeiro passo, reúne uma série de fios da sociologia médica que potencialmente contribuem para essa proposta de sociologia do diagnóstico, incluindo o lugar do diagnóstico na instituição da medicina, a moldura social das definições de doença, os meios pelos quais o diagnóstico confere autoridade à medicina e como essa autoridade é desafiada. Através desta revisão preliminar, encorajo a sociologia a considerar o papel específico do diagnóstico com vistas a estabelecer um campo subdisciplinar específico.
Annemarie Jutel (Qua,) estudou esta questão.
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