A terapia antirretroviral (TAR) prolongou a expectativa de vida das pessoas que vivem com HIV, a maioria das quais agora tem mais de 50 anos. Pessoas com HIV envelhecendo apresentam risco aumentado de eventos cardiovasculares impulsionados por inflamação relacionada ao HIV e hipercoagulação. A apixabana é um inibidor do fator Xa que reduz riscos cardiovasculares e trata AVC, trombose venosa profunda e embolia pulmonar. Avaliamos o impacto da apixabana em parâmetros chave da patogênese do HIV/SIV em macacos rhesus (RMs) infectados pelo SIV e idosos recebendo TAR. A inflamação, coagulação, subpopulações de células T, células B e macrófagos e seu status de ativação imune foram monitorados durante o estudo. Não encontramos diferenças significativas entre os grupos tratados com apixabana e controles quanto à replicação viral ou recuperação de células T CD4+ no sangue e tecidos após TAR. A apixabana não afetou significativamente D-dímero, ativação imune ou inflamação nos RMs infectados pelo SIV e tratados com TAR. RMs tratados com apixabana apresentaram múltiplos episódios de sangramento, hemorragias teciduais e infartos do miocárdio, conforme demonstrado pelo exame patológico dos tecidos coletados na necropsia. Dada a falta de efeito da apixabana na ativação imune, restauração de células T CD4+ e inflamação, juntamente com o risco aumentado de hemorragia, a inibição do fator Xa pode não ser uma opção eficaz ou segura para direcionar e prevenir eventos cardiovasculares em pessoas idosas com HIV.
Xu et al. (Terça-feira,) estudaram esta questão.