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As sementes de abacate (Persea americana) representam recursos subutilizados e problemas de resíduos na processamento de abacate. Este estudo foi realizado para comparar os conteúdos lipídicos do bulbo e da semente de abacate. O estudo também avaliou o potencial anti-oxidante, anti-inflamatório e anti-câncer de cada extrato. O ácido oleico foi o principal ácido graxo insaturado em um extrato de clorofórmio/metanol de fruta e semente de P. americana. O extrato de semente foi mais rico em compostos esteroides do que o extrato de fruta. Os extratos exibiram atividades anti-inflamatórias e anti-câncer contra linha celular de câncer de cólon (HCT116) e linha celular de câncer de fígado (HePG2) de maneira dependente da dose. Também exibiu um poderoso sequestro de radicais livres utilizando DPPH e ABTS. O IC50 do extrato de semente contra as referidas linhagens celulares cancerosas foi mais ou menos próximo dos valores de um medicamento referência (sorafenibe). Em conclusão, o extrato de semente de P. americana tem efeitos mais potentes do que o extrato do bulbo de abacate. As sementes não devem ser negligenciadas.
Alkhalaf et al. (Quarta-feira,) estudaram essa questão.