Resumo A teoria do conhecimento desenvolvida por David Hume constitui um momento decisivo na história da filosofia moderna, marcando uma transição do empirismo clássico para uma epistemologia mais crítica e cética. Firmemente fundamentado na tradição empirista, Hume apresenta a visão de que todo conhecimento humano origina-se da experiência sensorial, rejeitando assim a doutrina racionalista das ideias inatas associadas a pensadores como René Descartes. Entretanto, a contribuição de Hume vai além de uma mera afirmação do empirismo; envolve um exame sistemático da estrutura, limites e validade da compreensão humana. Ao introduzir a distinção entre impressões e ideias, ele formula o princípio da cópia, que afirma que todas as ideias derivam de impressões sensoriais anteriores. Este princípio torna-se a pedra angular de sua epistemologia, servindo tanto como uma teoria do significado quanto como uma ferramenta metodológica para a investigação filosófica. Hume refina ainda mais sua análise explorando os mecanismos associativos pelos quais as ideias estão conectadas na mente humana, identificando semelhança, contiguidade e causa e efeito como princípios fundamentais da organização mental. O significado duradouro da teoria de Hume reside em sua redefinição crítica do conhecimento, sua exposição das limitações da razão e sua influência duradoura no pensamento filosófico subsequente, mais notavelmente na obra de Immanuel Kant, que buscou responder aos desafios levantados pelo ceticismo de Hume.
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Soma Maity
Indian Institute of Science Education and Research Mohali
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Soma Maity (Quarta-feira) estudou esta questão.
synapsesocial.com/papers/69d8962d6c1944d70ce07773 — DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.19463698