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Este trabalho foca nas experiências de quatro equipes de enfermagem comunitária responsáveis pelo cuidado de um pequeno grupo de pacientes com úlceras nas pernas que foram identificados como 'não cicatrizantes' e 'não concordantes' com o tratamento. Quatro grupos focais foram realizados, um com cada equipe de enfermagem comunitária, para examinar as questões que sustentavam a rotulação desses pacientes como 'não cicatrizantes' e 'não concordantes'. Havia uma expectativa de que os pacientes deveriam obedecer às instruções de tratamento e ser positivos e participativos, e havia uma ligação fortemente sentida entre a concordância e a cicatrização da úlcera. No entanto, a não concordância limitada era considerada aceitável desde que o paciente continuasse a progredir. Os enfermeiros viam a cicatrização da úlcera como prioridade, embora isso fosse improvável e diferente da prioridade do paciente de alcançar conforto. O comportamento do paciente era um importante determinante da rotulação pelos enfermeiros. Esforços dos pacientes para exercer algum controle sobre seu próprio cuidado eram recebidos com a visão deles como 'difíceis', 'não cooperativos' e 'não compliance'. Também havia um nível pervasivo de estresse, sofrimento e ansiedade entre os participantes enfermeiros comunitários, o que levou ao distanciamento e à culpabilização que minaram a relação enfermeiro-paciente. No centro de uma relação enfermeiro-paciente bem-sucedida está uma parceria não julgadora que muitas vezes é desafiadora de se alcançar, especialmente quando as úlceras não cicatrizam.
Morgan et al. (Qui,) estudaram essa questão.
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