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A comunicação intercelular é um processo crítico que assegura a cooperação entre diferentes tipos de células e mantém a homeostase. As vesículas extracelulares (VE), que inicialmente foram descritas como debris celulares e desprovidas de função biológica, são agora reconhecidas como componentes-chave na comunicação célula-célula. Sabe-se que as VE transportam múltiplos fatores derivados de suas células de origem, incluindo citocinas e quimiocinas, enzimas ativas, metabólitos, ácidos nucleicos e moléculas de superfície, que podem alterar o comportamento das células receptoras. Como a carga das VE reflete suas células parentais, as VE provenientes de ambientes teciduais danificados e disfuncionais oferecem uma abundância de informações para elucidar os mecanismos moleculares de várias doenças e condições patológicas. Nesta revisão, discutimos as descobertas mais recentes sobre o papel das VE na progressão do câncer, distúrbios metabólicos e doenças inflamatórias pulmonares, dada a alta prevalência dessas condições em todo o mundo e o importante papel que a comunicação intercelular entre células imunes, parenquimatosas e estromais desempenha no desenvolvimento desses estados patológicos. Consideramos também as aplicações clínicas das VE, incluindo as possibilidades de seu uso como novas terapias. Embora a comunicação intercelular através de vesículas extracelulares (VE) seja fundamental para processos fisiológicos e homeostase tecidual, lesão e estresse resultam em padrões de comunicação alterados no microambiente tecidual. Quando não controladas, as interações mediadas por VE entre células estromais, imunes e parenquimatosas levam ao desenvolvimento de estados de doença.
Sánchez et al. (Sat,) estudaram esta questão.