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Os materiais piezoelétricos são conhecidos pela humanidade há mais de um século, com numerosos avanços feitos tanto nos entendimentos científicos quanto nas aplicações práticas. Nas últimas duas décadas, em particular, a pesquisa sobre piezoelétricos tem sido impulsionada pela demanda tecnológica em constante mudança e pelo impulso em direção a uma sociedade sustentável. Assim, "piezoelétricos sem chumbo" ambientalmente amigáveis emergiram na expectativa de substituir os equivalentes à base de chumbo com desempenho pelo menos comparável. No entanto, ainda existem obstáculos a serem superados para a realização deste objetivo, enquanto os esforços nessa direção já parecem culminar. Portanto, novas estratégias estruturais precisam ser projetadas para abordar essas questões e para novos avanços neste campo. Aqui, várias estratégias para melhorar as propriedades piezoelétricas em sistemas sem chumbo, com contexto fundamental e histórico, e da escala atômica à macroscópica, são exploradas. Os principais desafios atualmente enfrentados na transição de piezoelétricos à base de chumbo para piezoelétricos sem chumbo são identificados e marcos chave para futuras pesquisas nesse campo são sugeridos. Estes incluem: i) decodificação dos mecanismos fundamentais; ii) resposta piezorresistente estável a altas temperaturas; e iii) composição amigável à fabricação e ajustável. Também são fornecidas percepções estratégicas e diretrizes gerais para o design sinérgico de novos materiais piezoelétricos para obter uma grande resposta piezoelétrica.
Waqar et al. (Sab,) estudaram essa questão.