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A pré-eclâmpsia (PE) afeta 5-7% de todas as gravidezes nos Estados Unidos e é a principal causa de morbidade materna e prenatal. A PE está associada à hipertensão após a 20ª semana de gestação, diminuição da função renal e bebês com baixo peso para a idade gestacional. Mulheres com PE apresentam inflamação crônica e produção de autoanticorpos. Hipotetiza-se que durante a PE ocorre isquemia placentária como resultado da invasão superficial do trofoblasto, que está associada a um desequilíbrio imunológico, onde as células T CD4(+) pró-inflamatórias estão aumentadas e as células T regulatórias (Tregs) estão diminuídas. Esse desequilíbrio leva a uma inflamação crônica caracterizada por estresse oxidativo, citocinas pró-inflamatórias e autoanticorpos. Estudos realizados em nosso laboratório demonstraram a importância desse desequilíbrio imunológico na indução de hipertensão em resposta à isquemia placentária em ratas grávidas. Esses estudos confirmam que o aumento das células T CD4(+) e a diminuição dos Tregs durante a gravidez levam a citocinas inflamatórias elevadas, endotelina (ET-1), espécies reativas de oxigênio (ROS) e autoanticorpos agonistas ao receptor de angiotensina II (Ang II), tipo 1 (AT1-AA). Todos esses fatores juntos desempenham um papel importante no aumento da pressão arterial durante a gravidez. Especificamente, esta revisão se concentra na diminuição dos Tregs e na sua citocina regulatória associada, a interleucina (IL)-10, que é observada em resposta à isquemia placentária durante a gravidez. Este estudo também examinará o efeito da repopulação de células imunes regulatórias na fisiopatologia da PE. Esses estudos mostram que restaurar o equilíbrio do sistema imunológico através do aumento dos Tregs, seja por transferência adotiva ou por infusão de IL-10, reduz a pressão arterial e a fisiopatologia associada à isquemia placentária em ratas grávidas.
Harmon et al. (Qui,) estudaram essa questão.