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Foi feita uma comparação da vantagem de jogar em casa em 157 ligas nacionais de futebol em todo o mundo por seis temporadas entre 2006 e 2012, totalizando 169.752 jogos. Quantificada como o número de pontos de competição ganhos pelo time da casa, expressa como uma porcentagem de todos os pontos conquistados na liga, a vantagem esteve presente em todos os continentes, mas mostrou considerável variação entre os países. Foi disparado a mais alta na Nigéria (86,82%), seguida pela Bósnia-Herzegovina, Guatemala, Indonésia, Argélia, Bolívia e Gana, todas entre 70% e 80%. Regionalmente, houve áreas de alta vantagem de jogar em casa nos Andes, nos Bálcãs, na África Ocidental e na América Central, enquanto nas repúblicas bálticas e na maior parte da Península Arábica essa vantagem foi baixa. Um modelo multivariado foi desenvolvido utilizando variáveis proxy para as principais explicações da vantagem de jogar em casa e sua variação mundial. Após controlar o equilíbrio competitivo em cada liga, os preditores significativos da vantagem de jogar em casa foram: classificação da Fédération Internationale de Football Association (um proxy para o apoio da torcida), a distância geográfica máxima entre os times, a maioria dos times vindo de uma única cidade, pelo menos dois times jogando em alta altitude, a ocorrência recente de uma guerra civil e o Índice de Percepção da Corrupção. O modelo explicou 43% da variabilidade na vantagem de jogar em casa, o restante precisa ser investigado após o desenvolvimento de medidas mais precisas para territorialidade, os fatores étnicos e culturais envolvidos e o potencial de viés dos árbitros.
Pollard et al. (Ter,) estudaram essa questão.
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