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Este artigo revisa a relação entre fatores associados à resiliência e aspectos da ecologia social do indivíduo (ambiente) que promovem e protegem contra o impacto negativo da exposição a eventos traumáticos. Mostra-se que as interações Ambiente × Indivíduo relacionadas à resiliência podem ser compreendidas usando três princípios: (1) A resiliência não é tanto uma construção individual quanto uma qualidade do ambiente e sua capacidade de facilitar o crescimento (a nutrição supera a natureza); (2) a resiliência se apresenta tanto de forma semelhante quanto diferente dentro e entre populações, com os mecanismos que preveem o crescimento positivo sensíveis à variação individual, contextual e cultural (impacto diferencial); e (3) o impacto que qualquer fator único tem sobre a resiliência difere pela quantidade de exposição ao risco, com os mecanismos que protegem contra o impacto do trauma mostrando especificidade contextual e cultural para indivíduos particulares (variação cultural). É fornecida uma definição de resiliência que destaca a necessidade de ambientes que facilitem as navegações e negociações dos indivíduos em busca dos recursos de que necessitam para lidar com a adversidade. A natureza relativa da resiliência é discutida, enfatizando que a resiliência pode se manifestar tanto como comportamentos pró-sociais quanto como adaptação patológica, dependendo da qualidade do ambiente.
Michael Ungar (Sex,) estudou esta questão.