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Objetivo O objetivo deste artigo é apresentar um ensaio exploratório avaliando se a divulgação involuntária de capital intelectual (ICD) é relevante em termos de valor para as partes interessadas. Os autores definem a divulgação involuntária como “o que as partes interessadas externas e os buscadores de interesse divulgam sobre uma empresa”. Este ensaio é oportuno porque estabelece as bases para futuras pesquisas sobre ICD que se afastam das análises tradicionais de relatórios corporativos, especialmente relatórios anuais. Design/metodologia/abordagem O artigo fornece uma reflexão crítica sobre os desenvolvimentos atuais e futuros na pesquisa sobre ICD. Os argumentos normativos baseiam-se na experiência e expertise, juntamente com exemplos da literatura de ICD e da mídia empresarial contemporânea, para criticar a pesquisa e prática existentes de ICD e oferecer novas formas de avanço para futuras pesquisas. Resultados Ao destacar as limitações da literatura tradicional de ICD, os autores fornecem uma base a partir da qual os pesquisadores devem contemplar uma nova força poderosa em ICD provocada pela rápida transformação em tecnologias e forças de comunicação em massa. Os autores introduzem o conceito de “divulgação involuntária” e destacam várias questões-chave que os pesquisadores de capital intelectual (IC) devem considerar se desejam que seus esforços acadêmicos contribuam não apenas para a prática, mas para um bem social e ambiental mais amplo. Implicações práticas As divulgações involuntárias produzidas por partes interessadas e buscadores de interesse introduzem oportunidades e ameaças às organizações, trazendo novos riscos que impactam o valor das ações e as reputações. A forma como a organização gerencia esses riscos e o impacto dentro e fora dos limites organizacionais, para proporcionar valor econômico, ambiental e social, deve fornecer combustível suficiente para futuras pesquisas transformacionais sobre IC. Originalidade/valor As divulgações mais relevantes em termos de valor não são o que uma organização divulga ou relata sobre si mesma, mas o que partes interessadas e buscadores de interesse comunicam. No entanto, quão confiáveis são as divulgações involuntárias e como as partes interessadas e organizações podem verificar as divulgações de IC que vêm de fora da organização? Se as divulgações de IC involuntárias são relevantes em termos de valor, como as organizações podem buscar influenciá-las e gerenciá-las para servir seus interesses?
Dumay et al. (Mon,) estudaram essa questão.
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