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À medida que as abordagens metagenômicas para a detecção de agentes infecciosos melhoraram, cada tecido que outrora se pensava ser estéril revelou abrigar uma variedade de microrganismos. Ainda existe controvérsia sobre o status do líquido amniótico, que faz parte de uma zona imunologicamente privilegiada necessária para prevenir a rejeição do feto pelo sistema imunológico materno. Devido a esse privilégio, propôs-se que a exclusão de micróbios seja obrigatória, levando à hipótese do útero estéril. Como os rendimentos de ácido nucleico do líquido amniótico são muito baixos, ácidos nucleicos contaminantes encontrados na água, nos reagentes e no ambiente laboratorial frequentemente confundem as tentativas de investigar essa hipótese. Apresentamos aqui critérios metagenômicos para a detecção de microrganismos e um método metagenômico capaz de ser realizado com pequenos volumes de material de partida, enquanto controla a contaminação exógena, para contornar estas e outras armadilhas. Usamos este método para demonstrar que o líquido amniótico humano do meio da gestação não apresenta viroma ou microbioma detectável, corroborando a hipótese do útero estéril.
Wang et al. (Wed,) estudaram essa questão.