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Aplicamos uma abordagem de narrativa climática física a um evento de inundação no outono na Costa Oeste da Noruega causado por um rio atmosférico para demonstrar o valor e os desafios de uma maior resolução espacial e temporal na simulação dos impactos de inundação. Usamos uma cadeia de modelagem cujas saídas são familiares e utilizadas operacionalmente, por exemplo, para emitir alertas de inundação. Com duas versões diferentes de um modelo hidrológico, mostramos que (1) a maior resolução espacial entre o modelo climático global e regional é necessária para simular realisticamente a alta variabilidade espacial da precipitação nesta região montanhosa e (2) somente com dados horários somos capazes de capturar os rápidos processos geradores de inundação que levam ao pico do fluxo de água. O modelo atmosférico regional de maior resolução captura o fato de que, com a passagem de um rio atmosférico, alguns vales recebem grandes quantidades de precipitação e outros não, enquanto o modelo global de resolução mais grossa mostra precipitação uniforme em toda a região. Traduzir o evento para o futuro leva a resultados semelhantes: enquanto em algumas bacias, uma inundação futura pode ser muito maior do que uma presente, em outras nenhum evento ocorre, uma vez que o rio atmosférico simplesmente não atinge aquela bacia. O uso de um sistema operacional de alerta de inundação para eventos futuros deve facilitar o envolvimento das partes interessadas.
Schaller et al. (Mon,) estudaram essa questão.