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Globalmente, cerca de 50% de todos os lares e 90% dos lares rurais utilizam combustíveis sólidos (carvão e biomassa) como a principal fonte de energia doméstica, expondo assim aproximadamente 50% da população mundial—quase 3 bilhões de pessoas—aos efeitos nocivos desses produtos de combustão. Há forte evidência de que infecções respiratórias agudas em crianças e doença pulmonar obstrutiva crônica em mulheres estão associadas à fumaça de biomassa em ambientes fechados. O câncer de pulmão em mulheres tem sido claramente associado ao uso de carvão em residências. Outras condições como doença pulmonar obstrutiva crônica em homens e tuberculose também poderiam estar associadas, mas as evidências são escassas. De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde, mais de 1,6 milhão de mortes e mais de 38,5 milhões de anos de vida ajustados por incapacidade podem ser atribuídos à fumaça interna de combustíveis sólidos afetando principalmente crianças e mulheres. Intervenções para suprimir ou reduzir a exposição interna incluem mudanças comportamentais, melhorias na ventilação doméstica, melhorias nos fogões e, de forma destacada, transições para combustíveis melhores e mais limpos. Essas mudanças enfrentam crenças pessoais e locais, e condições econômicas e socioculturais. Além disso, a seleção de combustíveis deve considerar custo, sustentabilidade e proteção do meio ambiente. Consequentemente, soluções complexas precisam ser adaptadas localmente e envolver o comprometimento e a participação ativa de governos, sociedades científicas, organizações não governamentais e da comunidade em geral.
Torres‐Duque et al. (Ter,) estudaram esta questão.