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O conhecimento atual sugere que as células musculares lisas (CMLs) da íntima na placa aterosclerótica nativa derivam principalmente da camada arterial média. Durante esse processo, as CMLs passam por mudanças estruturais e funcionais complexas, dando origem a um amplo espectro de fenótipos. Classicamente, as CMLs da íntima são descritas como CMLs dediferenciadas/sintéticas, um fenótipo caracterizado pela redução da expressão de proteínas contráteis. As CMLs da íntima são consideradas ter um papel benéfico ao contribuir para a cápsula fibrosa e, assim, estabilizar a placa aterosclerótica. No entanto, as CMLs da íntima podem perder suas propriedades a tal ponto que se tornam difíceis de identificar, contribuindo significativamente para a população de células espumosas e adquirindo características celulares semelhantes às inflamatórias. Esta revisão destaca os mecanismos de plasticidade das CMLs em diferentes estágios da formação da placa aterosclerótica nativa, seu potencial para expansão monoclonal ou oligoclonal, bem como descobertas recentes que demonstram o papel deletério subestimado das CMLs nesta doença.
Allahverdian et al. (Qui,) estudaram essa questão.
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