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Uma das maiores dificuldades da antropologia biológica é estimar o perfil biológico a partir de restos esqueléticos humanos queimados. Os métodos bioantropológicos estão seriamente comprometidos devido a alterações de forma e tamanho induzidas pelo calor nos ossos. Portanto, é urgente melhorar nossa capacidade de estimar sexo, idade ao falecer, estatura e ancestralidade, reconhecer traumas peri mortem e diferenciá-los de fraturas devido ao fogo, e determinar qual foi a intensidade da queima, ou seja, a temperatura máxima e a duração da exposição ao calor. Esta revisão foca em diferentes metodologias para avaliar as mudanças provocadas pelo calor na submicroestrutura óssea. Algumas delas são amplamente utilizadas em pesquisas sobre ossos queimados, a saber, espectroscopia de infravermelho e Raman e difração de raios X, enquanto outras, como espectroscopia e difração de nêutrons, são raramente aplicadas a amostras ósseas, embora sua contribuição possa ser crucial para estabelecer novos métodos bioantropológicos para um exame confiável de vítimas queimadas.
Mamede et al. (Qui,) estudaram esta questão.
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