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A teoria social e cultural clássica ignora as dimensões espaciais e afetivas dos fenômenos sociais devido ao seu viés antitecnológico e antiestético. A primeira parte do meu trabalho investiga as razões para essa ignorância. Nesse contexto, a segunda parte esboça uma proposta conceitual alternativa, que chamo de perspectiva praxeológica. Essa abordagem oferece uma estrutura para analisar emoções e afetos que simultaneamente observa artefatos e espaço. Integra todos esses elementos como componentes básicos da socialidade e, ao fazê-lo, evita tanto a armadilha de sua total culturalização quanto a de sua total naturalização. O objetivo é alcançar uma 'aestetização' e 'materialização' básicas da teoria cultural. A terceira parte, finalmente, ilumina a interconexão entre emoções e espaço e argumenta que, para explicar a mudança cultural das estruturas afetivas na história, a análise do surgimento de novos complexos artefato-espaço é indispensável.
Andreas Reckwitz (Sex,) estudou essa questão.