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Há pouco consenso sobre o que os sistemas de inteligência artificial (IA) podem ou não abranger. Embora isso possa apontar para uma multiplicidade de interpretações e contextos, a falta de clareza conceitual pode obstacularizar o desenvolvimento de um terreno comum em torno do conceito entre pesquisadores, profissionais e usuários de IA, além de abrir caminho para a má interpretação e abuso do conceito. Este artigo argumenta que uma das maneiras eficazes de delinear o conceito de IA é compará-lo e contrastá-lo com a inteligência humana. Ao fazer isso, o artigo aborda as capacidades únicas dos humanos e da IA em relação um ao outro (conhecimento tácito humano e de máquina), assim como dois tipos de sistemas de IA: um que vai além da inteligência humana e um que está necessariamente e intrinsecamente ligado a ela. Finalmente, destaca como humanos e IA podem aumentar suas capacidades e inteligência por meio de interações sinérgicas humano–IA (ou seja, IA aumentada por humanos e inteligência humana aumentada), resultando em inteligência híbrida, e conclui com uma agenda de pesquisa voltada para o futuro.
Jarrahi et al. (Sex,) estudaram essa questão.