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A crescente demanda por alimentos seguros, sem conservantes ou resíduos de pesticidas, tem incentivado vários estudos sobre produtos naturais com atividade antifúngica e baixa toxicidade. Neste estudo, foram avaliados extratos etanólicos de folhas e resíduos de frutas (casca e sementes) de três espécies do cerrado brasileiro (Acrocomia aculeata, Campomanesia adamantium e Caryocar brasiliense) contra fungos fitopatogênicos. Além disso, o extrato mais ativo foi caracterizado quimicamente por ESI-MS e sua toxicidade oral aguda foi avaliada. Os extratos da casca e folhas de C. brasiliense (pequi) foram ativos contra Alternaria alternata, Alternaria solani e Venturia pirina, com concentrações inibitórias mínimas entre 350 e 1000 µg/mL. Quando incorporados em meios sólidos, esses extratos prolongaram a fase de lag de A. alternata e A. solani e reduziram a taxa de crescimento de A. solani. O extrato da casca de pequi apresentou melhor atividade antifúngica e sua análise ESI-MS revelou a presença de substâncias amplamente relatadas como antifúngicas, como ácido gálico, ácido quínico, ácido elágico, glucogalin e corilagina. A toxicidade oral aguda foi relativamente baixa, sendo considerada segura para uso como um potencial fungicida natural.
Breda et al. (Quarta-feira,) estudaram essa questão.