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Objetivo – O objetivo deste estudo é discutir a teoria do viés de gênero nos estudos de inovação, ilustrar o viés de gênero dos estudos de inovação por meio de meios empíricos e sugerir o que é necessário para reduzir tal viés. Estudos anteriores sobre inovação se concentraram principalmente em indústrias dominadas por homens. Esses estudos foram tendenciosos e, portanto, incapazes de captar a gama de inovações cobertas por definições teóricas. Desenho/metodologia/abordagem – Uma pesquisa sobre inovação foi realizada entre empreendedores da tradicionalmente chamada indústria de saúde “feminina”, evitando o conceito de inovação “masculina” no questionário. Os autores se esforçaram para determinar se existe uma diferença significativa entre homens e mulheres em termos de inovação. Análises quantitativas foram utilizadas para analisar os resultados e fazer comparações com uma pesquisa de inovação comum. Resultados – Usando uma operacionalização de inovação consciente de gênero, não foi encontrada diferença significativa na inovação entre homens e mulheres. Isso sugere que mais atenção é necessária para corrigir o viés de gênero predominante nos estudos de inovação. Um modelo de pesquisa é apresentado para entender melhor as operacionalizações de inovação com viés de gênero. Cada uma de suas três dimensões tem um impacto claro na inovação percebida: o rótulo de gênero do setor estudado, a neutralidade de gênero da operacionalização utilizada no estudo e o gênero dos atores envolvidos. Todas as dimensões devem ser levadas em conta em futuros estudos de inovação que visam a neutralidade de gênero. Implicações práticas – As operacionalizações para medir inovações geralmente são tendenciosas. Portanto, as mulheres parecem menos inovadoras, o que, por sua vez, leva a menos visibilidade. Originalidade/valor – Perspectivas de gênero são muito raramente empregadas em estudos de inovação. Em estudos quantitativos desse tipo, isso é ainda mais raro. Nossas evidências empíricas do estudo quantitativo mostram a urgência da necessidade de ampliar o conceito tanto em debates acadêmicos, políticos quanto públicos. Isso não é menos importante por razões de eficiência na alocação de recursos e políticas públicas.
Nählinder et al. (qui,) estudaram essa questão.
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