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Resumo A noção de “vulnerabilidade” ocupa um papel central na literatura acadêmica, na formulação de políticas, em debates humanitários e nos discursos cotidianos sobre migração e asilo. Sua popularidade levou alguns acadêmicos e profissionais a utilizarem “vulnerabilidade” como uma condição ou fenômeno autoexplicativo. No entanto, uma compreensão comum e sistemática do conceito ainda falta, e o significado moral e político frequentemente atribuído a esta noção pode ter consequências prejudiciais (não intencionais) para aqueles migrantes considerados vulneráveis. Assim, este artigo procura desconstruir criticamente e destacar as complexidades ocultas por trás dessa noção, de modo a fornecer uma análise conceitual da vulnerabilidade no contexto da migração. Fazemos isso por meio de (1) fornecer uma visão geral das definições de vulnerabilidade em diferentes campos de pesquisa, (2) identificar conceitualizações ou tipos comuns de vulnerabilidade e discutir suas implicações, e (3) destacar possíveis consequências sociais e psicológicas negativas de sua implementação no contexto da migração. Finalmente, propomos (4) um novo modelo conceitual para entender a vulnerabilidade no contexto da migração, mostrando como essa noção pode se tornar uma ferramenta analítica útil na pesquisa sobre migração.
Gilodi et al. (Ter,) estudaram esta questão.
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