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Quase quatro décadas se passaram desde que o termo feminicídio foi cunhado em 1976. Esta nova palavra tinha um propósito político, pois pretendia produzir mudanças na ordem social que tolerava a morte violenta de mulheres. Desde então, a palavra gerou um conceito teórico que abrange o assassinato de uma mulher como um fenômeno social específico. O feminicídio é um esforço de imaginação sociológica que teve sucesso em transformar a percepção convencional, a conscientização pública, a pesquisa científica e a formulação de políticas. Este artigo se propõe a revisar como o feminicídio evoluiu na pesquisa social. Analisa as teorias mais importantes que explicam o feminicídio: as abordagens feministas, sociológicas, criminológicas, de direitos humanos e decoloniais e sua significância teórica. Discute o México como um estudo de caso, exemplificando como um novo termo em inglês foi então traduzido para outro idioma e aplicado em um contexto sociopolítico muito específico, de modo que se tornou instrumental na mudança da realidade e na melhoria da vida das mulheres. Por fim, o artigo propõe um quadro onde o feminicídio é entendido como um fenômeno social que demanda uma abordagem interdisciplinar. Os autores recomendam um modelo sistêmico e multifacetado para melhorar tanto a análise científica quanto a prevenção.
Corradi et al. (Wed,) estudaram esta questão.