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Pesquisas recentes têm se concentrado na representação de homicídios de parceiros íntimos na mídia, com ênfase específica no tipo mais comum que ocorre, os feminicídios (o assassinato de uma parceira íntima por um parceiro íntimo do sexo masculino). Um achado importante na análise de homicídios de parceiros íntimos é o número impressionante de feminicídios que são seguidos pelo suicídio do perpetrador. Enquanto homicídio seguido de suicídio é uma ocorrência rara no contexto geral do crime, no contexto de homicídios de parceiros íntimos, o feminicídio–suicídio é comum. A presente pesquisa utilizou análise de conteúdo para explorar a cobertura da mídia em relação a uma população próxima de casos de feminicídio–suicídio na Carolina do Norte de 2002 a 2009 (n = 86). Um exame dos títulos dos artigos mostrou que a maioria dos títulos (54%) atribuídos aos artigos descrevem o crime como um homicídio ambíguo ou homicídio–suicídio e não indicam o relacionamento entre o perpetrador e a vítima. Em comparação, os resultados mostram que 78% do texto dos artigos definiu o homicídio–suicídio como violência doméstica. Especificamente, em casos onde a cobertura da mídia definiu o feminicídio–suicídio como violência doméstica, os autores identificaram 4 molduras midiáticas utilizadas (1) feminicídio–suicídio por um perpetrador do sexo masculino, (2) feminicídio–suicídio devido à perda de controle do perpetrador, (3) feminicídio–suicídio como um assassinato por misericórdia, e (4) feminicídio–suicídio devido a ciúmes. Implicações para a percepção social da violência contra as mulheres, bem como as políticas/serviços correspondentes para as vítimas são apresentadas e discutidas.
Richards et al. (Qui,) estudaram esta questão.
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