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Neste artigo, a educação científica e a educação ambiental são consideradas como práticas de narração de histórias, e as estratégias narrativas utilizadas por educadores nessas áreas para representar e problematizar as transações humanas com o mundo fenomenal são examinadas criticamente. Argumenta-se que os discursos característicos de muita ciência contemporânea e educação ambiental raramente abrangem as complexidades narrativas necessárias para (i) tornar os problemas das inter-relações humanas com os ambientes inteligíveis (e, assim, passíveis de resolução) e (ii) conceitualizar compreensões científicas pós-modernas de ‘natureza’ e ‘realidade’. Sugere-se que esses problemas e conceitos são modelados de maneira mais apropriada—e interrogados de maneira mais crítica—por muita ficção literária, especialmente as estratégias textuais complexas e complicadoras da ficção científica pós-moderna. Assim, argumento que leituras críticas de textos de ficção científica devem ser parte integral tanto da educação científica quanto da educação ambiental e que as estratégias narrativas da ficção pós-moderna devem ser incorporadas em suas práticas de narração de histórias.
Noel Gough (Qua,) estudou esta questão.
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