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Nós fazemos coisas intencionalmente e temos a intenção de fazer coisas. Nossa psicologia do senso comum usa a noção de intenção para caracterizar tanto nossas ações quanto nossos estados mentais: eu posso intencionalmente ligar meu carro, e posso ter a intenção de ligá-lo. Minha intenção de ligá-lo claramente não garante que eu o faça. Mas, além disso, não é óbvio como esses dois fenômenos estão relacionados. Um problema central para uma teoria da intenção é fornecer uma explicação plausível dessa relação. Uma coisa parece clara: faz parte da nossa estrutura psicológica do senso comum que esses fenômenos não estão completamente desconectados. Ao classificar tanto nossas ações quanto nossos estados mentais em termos de alguma noção fundamental de intenção, a psicologia do senso comum claramente assume que existe alguma importância em comum. Nosso problema é dizer qual é essa comum, esclarecendo a relação entre ação intencional e intenção (ou, ter uma intenção) de agir. Existem duas abordagens comuns para esse problema. A primeira - o modelo desejo-crença - vê a ação intencional como ação que se relaciona apropriadamente aos desejos e às crenças do agente. Este é um modelo redutivo: ele vê intenções de agir como redutíveis a certos desejos e crenças.2 Nesta abordagem, o problema da relação
Michael E. Bratman (1984) estudou essa questão.