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Resumo A expropriação de terras é uma fonte importante de conflito na China rural contemporânea. A pesquisa existente tende a enquadrar a expropriação de terras como ‘desapossessão’ — governos locais expropriando terras para buscar crescimento econômico à custa do bem-estar dos aldeãos. No entanto, a evidência sistemática sobre os impactos na subsistência da expropriação de terras é limitada, o que dificultou a avaliação dessa interpretação. Este estudo utiliza dados longitudinais representativos a nível nacional para examinar os efeitos imediatos da expropriação de terras sobre os meios de subsistência dos aldeãos, bem como como eles evoluem ao longo dos anos seguintes. Descobriu-se que as famílias com trabalhadores migrantes experimentaram ganhos socioeconômicos significativos após a expropriação de terras, tanto por meio de aumento da renda salarial quanto de compensação governamental. As famílias sem trabalhadores migrantes, por outro lado, enfrentaram uma pequena deterioração em sua posição socioeconômica, à medida que sua renda permaneceu estagnada enquanto seus custos de vida aumentaram. Essas descobertas lançam uma luz diferente sobre a tese da desapossessão, não apenas porque uma parte significativa da população rural obtém ganhos socioeconômicos após a expropriação de terras, mas também problematizando suposições de que a agricultura de pequena escala é necessariamente a fonte de subsistência mais desejável para os aldeãos. Em vez disso, chama a atenção para as estratégias de subsistência cada vez mais diversificadas dos aldeãos, bem como para o papel multifacetado do estado no processo.
Guolin Gu (qua,) estudou essa questão.
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