O campo do cuidado respiratório se expandiu rapidamente devido aos avanços tecnológicos da última década. Essa expansão fez com que o profissional de terapia respiratória (RTP) se visse atuando em uma capacidade que vai além da competência técnica, incluindo a avaliação e o manejo do paciente. No entanto, outros profissionais de saúde parecem relutantes em aceitar esse papel ampliado. Este estudo buscou determinar se diferenças nas expectativas de papel dos RTPs poderiam ser identificadas entre RTPs, enfermeiros registrados e médicos. De modo geral, cada grupo relatou um padrão semelhante de expectativas. Contudo, diferenças significativas foram identificadas entre os médicos e os RTPs em relação às tarefas que requerem decisões clínicas independentes e à modificação da terapia prescrita. Os grupos de enfermeiros e RTPs diferiram do grupo de médicos nas expectativas relacionadas à recomendação e obtenção de dados adicionais do paciente. Nenhuma diferença significativa foi encontrada nas expectativas relacionadas à remoção de secreções brônquicas e pulmonares. É claro que o papel do RTP não está completamente identificado, aceito ou compreendido. Devido às inconsistências nas expectativas de papel, o potencial para conflito de papéis pode ser aumentado e a eficácia da equipe de saúde reduzida.
Michael Prewitt (Sáb,) estudou essa questão.