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A eritropoietina (EPO) humana é uma glicoproteína ligada a N, consistindo de 166 aa, que é produzida nos rins durante a vida adulta e atua tanto como um hormônio peptídico quanto como um fator de crescimento hematopoiético (HGF), estimulando a eritropoiese na medula óssea. A produção de EPO é ativada pela hipóxia e é regulada através de um loop de feedback sensível ao oxigênio. A EPO age via seu receptor homodimérico de eritropoietina (EPO-R), que aumenta a sobrevivência celular e induz a maturação terminal eritroide de progenitores BFU-Es e CFU-Es em bilhões de hemácias maduras. Esta via envolve a ativação de múltiplos fatores de transcrição eritroides, como GATA1, FOG1, TAL-1, EKLF e BCL11A, e leva à superexpressão de genes que codificam enzimas envolvidas na biossíntese de heme e na produção de hemoglobina. A detecção de um complexo heterodimérico de EPO-R (constituído por uma cadeia de EPO-R e a β-chain CSF2RB, CD131) em vários tecidos (cérebro, coração, músculo esquelético) explica a ação pleiotrópica da EPO como um fator de proteção para várias células, incluindo as MSCs multipotentes, bem como células que modulam os braços da imunidade inata e adaptativa. A EPO induz a transdiferenciação osteogênica e endotelial das MSCs multipotentes via ativação das vias de sinalização do EPO-R, levando à remodelação óssea, indução de angiogênese e à secreção de um grande número de fatores tróficos (secretoma). Essas propriedades únicas e diversificadas da EPO, juntamente com seu uso clínico para tratar anemias associadas à insuficiência renal crônica e outros distúrbios sanguíneos, fazem dela um agente biológico valioso na medicina regenerativa para o tratamento/cura de distúrbios de desregulação tecidual.
Asterios S. Tsiftsoglou (2021) estudou essa questão.