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Nesta revisão, detalhamos o impacto da mudança climática sobre a produtividade marinha, sobre a estocástica e ciclicidade ambiental marinha, e sobre a correspondência-erro espaciotemporal de aves marinhas e suas presas. Assim, mostramos que o aquecimento global tem um impacto profundo ascendente sobre os principais predadores marinhos, mas que tais efeitos devem ser estudados em conjunto com o impacto (descendente) das pescas humanas sobre os recursos alimentares das aves marinhas. Além disso, propomos características ecológicas das aves marinhas, como efeitos de memória e restrições sociais, que as tornam particularmente sensíveis às rápidas mudanças ambientais. Fornecemos exemplos de como as aves marinhas podem, no entanto, se adaptar ao enfrentar as consequências da mudança climática. Concluímos que nossa compreensão da ecologia espacial das aves marinhas diante da mudança ambiental ainda é rudimentar, apesar de sua relevância para a conservação desses organismos vulneráveis e para o gerenciamento de ecossistemas marinhos. Definimos as seguintes prioridades de pesquisa. (1) Determinar os fatores que afetam a distribuição e os movimentos das aves marinhas no mar, utilizando biotelemetria, assim como a dinâmica das colônias em terra. (2) Associar padrões de distribuição das aves marinhas aos de suas presas. (3) Determinar ainda mais o papel de processos históricos e de metapopulação na contribuição para a dinâmica da distribuição espacial das aves marinhas. (4) Avaliar a plasticidade fenotípica e o potencial para microevolução nas respostas espaciais das aves marinhas às mudanças climáticas, uma vez que ambos afetarão enormemente a qualidade dos estudos de modelagem. (5) Adaptar modelos existentes para definir e prever o impacto das mudanças climáticas nas dinâmicas espaciais das aves marinhas. Este esforço de pesquisa exigirá a manutenção de programas de monitoramento de longo prazo já existentes para aves marinhas, bem como o desenvolvimento de novas abordagens para permitir a integração de processos que ocorrem em várias escalas, a fim de poder acompanhar totalmente as respostas populacionais desses vertebrados de longa vida às mudanças ambientais.
Grémillet et al. (Qui,) estudaram essa questão.