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As células musculares lisas vasculares (CMLVs) são o tipo celular predominante na camada medial da aorta, desempenhando um papel crítico na manutenção da integridade da parede aórtica. Sugere-se que as CMLVs apresentem fenótipos contráteis e sintéticos e passem por mudança fenotípica para contribuir para a deterioração da estrutura da parede aórtica. Recentemente, a heterogeneidade e diversidade sem precedentes das CMLVs e sua complexa relação com os aneurismas aórticos (AAs) foram reveladas por métodos de pesquisa de alta resolução, como rastreamento de linhagens e sequenciamento de RNA de célula única. A parede aórtica consiste em CMLVs de diferentes origens embrionárias que respondem de forma desigual a defeitos genéticos que regulam direta ou indiretamente o fenótipo contrátil das CMLVs. Essa diferença predispõe a AAs hereditários na raiz aórtica e na aorta ascendente. Vários fenótipos de CMLV com diferentes funções, por exemplo, CMLVs secretoras, CMLVs proliferativas, CMLVs semelhantes a células-tronco mesenquimatosas, CMLVs relacionadas ao sistema imunológico, CMLVs pró-inflamatórias, CMLVs senescentes e CMLVs estressadas, são identificados em AAs não hereditários. A transformação das CMLVs em diferentes fenótipos é uma resposta adaptativa a estímulos deletérios, mas também pode desencadear remodelação patológica que exacerba a patogênese e o desenvolvimento de AAs. Esta revisão tem como objetivo contribuir para a compreensão da diversidade das CMLVs na saúde e nas doenças aneurismáticas. Artigos que apresentam uma atualização sobre a diversidade de fenótipos de CMLV na saúde e na doença aneurismática são resumidos e novos insights sobre o papel das CMLVs nos AAs são discutidos.
Hu et al. (Qui,) estudaram essa questão.