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Com base em uma busca na literatura realizada para determinar os impactos de crises passadas de saúde pública, e uma revisão sistemática dos efeitos de crises econômicas passadas sobre o consumo de álcool, dois cenários principais - com previsões opostas em relação ao impacto da atual pandemia de COVID-19 sobre o nível e padrões de consumo de álcool - são introduzidos. O primeiro cenário prevê um aumento no consumo para algumas populações, particularmente homens, devido ao estresse causado pela pandemia. Um segundo cenário prevê o resultado oposto, um nível reduzido de consumo, com base na diminuição da disponibilidade física e financeira de álcool. Com as atuais restrições sobre a disponibilidade de álcool, postula-se que, para o futuro imediato, o cenário predominante provavelmente será o segundo, enquanto o estresse experimentado no primeiro pode se tornar mais relevante no futuro a médio e longo prazo. O monitoramento dos níveis de consumo tanto durante quanto após a pandemia de COVID-19 será necessário para entender melhor os efeitos da COVID-19 em diferentes grupos, bem como para distingui-los daqueles decorrentes das políticas de controle de álcool existentes.
Rehm et al. (Sex,) estudaram essa questão.