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Resumo Este artigo questiona se e por que, em um sistema sem incentivos eleitorais para cultivar votos pessoais, os deputados podem optar por sinalizar para os constituintes geográficos. Explora essa questão analisando o número de perguntas parlamentares escritas apresentadas ao parlamento português sobre duas questões – desemprego e crime – entre 2009 e 2015, e perguntando se os deputados estão mais inclinados a apresentar perguntas sobre questões específicas quando seus distritos sofrem particularmente com problemas relacionados. O artigo encontra evidências de que a pressão de problemas a nível de distrito realmente importa para as atividades de sinalização dos deputados, embora a especialização política continue sendo o principal motor de sua ênfase nas questões. Esta descoberta contribui com novos conhecimentos para o debate em andamento sobre os fatores que explicam a relação representativa entre deputados e constituintes, ao chamar a atenção para a importância da pressão de problemas a nível de distrito como um dos motores do patrocínio de questões no parlamento.
Borghetto et al. (Sun,) estudaram essa questão.