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A neuroplasticidade refere-se à capacidade do cérebro de reorganizar e modificar suas conexões neurais em resposta a estímulos ambientais, experiência, aprendizado, lesão e processos de doenças. Ela abrange uma gama de mecanismos, incluindo mudanças na força e conectividade sináptica, a formação de novas sinapses, alterações na estrutura e função dos neurônios, e a geração de novos neurônios. A neuroplasticidade desempenha um papel crucial no desenvolvimento e na manutenção da função cerebral, incluindo aprendizado e memória, além da recuperação de lesões cerebrais e adaptação a mudanças ambientais. Neste resumo, exploramos o vasto potencial da neuroplasticidade em vários aspectos da função cerebral ao longo da vida e no contexto de doenças. Também serão revisadas as mudanças no cérebro envelhecido e a importância da neuroplasticidade na manutenção da função cognitiva na velhice. Finalmente, discutiremos os mecanismos comuns associados a processos neurodegenerativos relacionados à idade (incluindo agregação e acúmulo de proteínas, disfunção mitocondrial, estresse oxidativo e neuroinflamação) e como esses processos podem ser mitigados, pelo menos parcialmente, por intervenções no estilo de vida não invasivas e não farmacológicas destinadas a promover e aproveitar a neuroplasticidade.
Marzola et al. (Ter,) estudaram essa questão.