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RESUMO Uma grande diversidade de plantas e fungos se envolve em associações micorrízicas. Em habitats naturais, e em um intervalo de tempo ecologicamente significativo, estas associações evoluíram para melhorar a aptidão tanto dos simbiontes vegetais quanto dos fúngicos. Em sistemas geridos por humanos, as associações micorrízicas frequentemente melhoram a produtividade das plantas, mas isso nem sempre acontece. Os fungos micorrízicos podem ser considerados parasitas das plantas quando o custo líquido da simbiose excede os benefícios líquidos. O parasitismo pode ser induzido de forma desenvolvimental, ambiental ou possivelmente genotípica. As características morfológicas, fenológicas e fisiológicas dos simbiontes influenciam o funcionamento das micorrizas em uma escala individual. Fatores bióticos e abióticos nas escalas de rizosfera, comunidade e ecossistema mediam ainda mais o funcionamento micorrízico. Apesar da complexidade das associações micorrízicas, pode ser possível construir modelos preditivos do funcionamento micorrízico. Estes modelos precisarão incorporar variáveis e parâmetros que considerem as diferenças nas respostas das plantas e no controle dos fungos micorrízicos, e as diferenças nos efeitos dos fungos sobre as plantas e suas respostas. Desenvolver e testar modelos quantitativos do funcionamento micorrízico no mundo real requer manipulações experimentais e medições criativas. Este trabalho será facilitado pelos recentes avanços em técnicas moleculares e bioquímicas. Um maior entendimento de como as micorrizas funcionam em sistemas naturais complexos é um pré-requisito para gerenciá-las na agricultura, silvicultura e restauração.
Johnson et al. (Ter,) estudaram esta questão.