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O vírus da hepatite E é o agente etiológico da hepatite E aguda, uma doença auto-limitante prevalente em países em desenvolvimento. A análise molecular do RNA genômico viral de um paciente cronicamente infectado confirmou a recente descoberta de que a infecção crônica correlacionava-se com uma extensa diversificação das quiasespécies do vírus: a região hipervariável de alguns genomas do vírus neste paciente dos EUA continha grandes deleções contínuas e uma proporção menor de genomas em fezes e soro havia adquirido uma sequência mamífera que codificava 39 aa da proteína ribossômica S19 fundida à proteína não estrutural do vírus. Genomas com este inserto foram selecionados durante a passagem do vírus em células cultivadas para se tornarem a espécie predominante, sugerindo que a sequência inserida promoveu o crescimento do vírus. Os resultados demonstraram que o vírus da hepatite E pode mutar dramaticamente durante uma infecção prolongada e sugerem que pode ser importante prevenir ou curar infecções crônicas antes que novos variantes com propriedades imprevisíveis surjam.
Nguyen et al. (Thu,) estudaram esta questão.