RESUMO Este artigo é uma primeira abordagem ao complexo panorama enfrentado pelas visões audiovisuais que interrogam categorias como identidade, igualdade e diversidade. Na primeira parte, é apresentada uma revisão resumida da legislação colombiana sobre cinematografia para analisar como define—e limita—a noção de identidade nacional e explora possíveis rotas para a integração do cinema comunitário nesse campo. A segunda parte aborda os dois conceitos que a análise trata: violência simbólica e violência estrutural, examinados através de casos que revelam como operam nos processos de formação, produção, distribuição e exibição. Finalmente, a terceira parte desenvolve uma reflexão sobre duas rotas disruptivas do audiovisual colombiano que oscilam entre integração e a negação de uma lógica dominante, mas compartilham características decisivas: ambas procuram expandir os públicos além daqueles definidos pelos distribuidores, protegidos pela legislação atual; questionam os modelos hegemônicos no campo audiovisual e propõem formas interdisciplinares e narrativas diversas que se afastam do ponto de partida tradicional da indústria.
Luz Angela Rubiano Tamayo (Qua,) estudou essa questão.