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O sistema imunológico das plantas protege contra pragas e doenças. O reconhecimento de padrões moleculares relacionados ao estresse desencadeia respostas imunológicas localizadas, que muitas vezes são seguidas por uma sensibilização sistêmica de longa duração e/ou regulação ascendente das defesas. Em alguns casos, essa resistência induzida (IR) pode ser transmitida para as gerações seguintes. Essa IR transgeracional é gradualmente revertida na ausência de estresse a uma taxa que é proporcional à gravidade da doença experienciada nas gerações anteriores. Esta revisão descreve os mecanismos pelos quais as respostas epigenéticas à infecção por patógenos moldam o sistema imunológico das plantas em escalas de tempo expandidas. Revisamos os mecanismos cis- e trans-atuantes pelos quais as mudanças epigenéticas induzidas pelo estresse em elementos transponíveis (TEs) regulam a expressão gênica de defesa em todo o genoma e chamamos atenção particular para um modelo regulatório que é apoiado por evidências recentes sobre a função de AGO1 e H2A.Z no controle transcricional de genes de defesa. Além disso, exploramos como a mobilização induzida por estresse de TEs controlados epigeneticamente atua como um catalisador da evolução darwiniana ao gerar diversidade (epi)genética em genes responsivos ao meio ambiente. Isso levanta questões sobre as consequências evolutivas de longo prazo da diversificação induzida por estresse do sistema imunológico das plantas em relação à dicotomia há muito mantida entre evolução darwiniana e Lamarckiana.
Parker et al. (Sun,) estudaram essa questão.