Este artigo se baseia em outros cinco artigos da África do Sul nesta edição de Gênero e Educação para considerar como a teoria do Sul foi desenvolvida e está se desenvolvendo em relação ao gênero e à educação na África do Sul. Argumentamos que a teoria do Sul não é uma solução pronta para as desigualdades geopolíticas globais, mas um trabalho em processo que é importante tanto para o Sul global quanto para destronar e enriquecer a teoria do Norte, mainstream. O artigo começa com um prólogo que explica as origens e o perfil das particularidades da política de produção do conhecimento discutidas nesta edição. Na seção seguinte, consideramos a noção de ‘Sul global’ e traçamos a maneira pela qual o conhecimento em si é impressa com os legados do imperialismo e do colonialismo, tanto no Norte quanto no Sul, com diferentes agendas para a teoria surgindo das posições históricas de cada um. Em seguida, oferecemos uma contextualização muito breve da questão no contexto específico da África do Sul, baseando-nos nos artigos para explorar as particularidades e questões levantadas por sua especificidade histórica e geopolítica. Ao fazer isso, apontamos algumas das questões muito difíceis levantadas pela relação entre os saberes indígenas e modernistas (do Norte). Passamos a sugerir algumas maneiras de pensar sobre intervenções para desafiar e, potencialmente, aliviar desigualdades, mostrando que a política não é suficiente. Em conclusão, voltamos à teoria do Sul, notando algumas das limitações às quais um periódico como Gênero e Educação pode contribuir e a jornada que ainda resta percorrer, celebrando o fato e a natureza desta edição como uma contribuição para o desenvolvimento da teoria do Sul da e na África do Sul.
Epstein et al. (Wed,) estudaram esta questão.