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Resumo: Por que as democracias sobrevivem ou se quebram? Neste trabalho, retomamos essa clássica pergunta focando na América Latina entre 1945 e 2005. Nosso argumento difere dos resultados dos estudos quantitativos e de boa parte das análises qualitativas sobre sobrevivência e quebra dos regimes democráticos. Sustentamos que as variáveis estruturais como o grau de desenvolvimento e de desigualdade não tiveram maior impacto na sobrevivência da democracia na América Latina. Da mesma forma, o desempenho da economia também não teve uma incidência importante na sobrevivência dos regimes competitivos, ao contrário do que afirma uma parte da literatura sobre o tema. Em vez disso, nos concentramos no ambiente político regional e nas preferências normativas dos atores sobre a democracia e a ditadura, e em sua moderação ou radicalismo político. Sustenta-se que: 1) um maior nível de desenvolvimento econômico não aumentou a probabilidade de sobrevivência democrática na América Latina durante o período analisado; 2) se os atores têm uma preferência normativa em favor da democracia, é mais provável que ela sobreviva; e 3) a moderação política contribui para a sobrevivência da democracia.
Dankwart A. Rustow (qua,) estudou esta questão.
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