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A resposta rápida dos animais a mudanças no risco de predação permitiu que ecólogos comportamentais aprendessem muito sobre a tomada de decisão antipredadora. No entanto, um aspecto amplamente desprezado dessa tomada de decisão é que ela pode ser fundamentalmente impulsionada pela própria coisa que permite que seja estudada com tanta facilidade: a variação temporal no risco. Mostramos teoricamente que a variabilidade temporal no risco deixa os animais com o problema de alocar esforços de alimentação e antipredador em diferentes situações de risco. Nossa análise sugere que um animal deve exibir seu maior comportamento antipredador em situações de alto risco que sejam breves e infrequentes. Um animal também deve alocar mais esforço antipredador a situações de alto risco e mais alimentação a situações de baixo risco, com um aumento no grau relativo de risco em situações de alto risco. No entanto, a necessidade de se alimentar deixa um animal com pouca escolha a não ser diminuir sua alocação de esforço antipredador em situações de alto risco conforme elas se tornam mais frequentes ou prolongadas; aqui, o esforço antipredador em situações de baixo risco pode cair para níveis baixos à medida que um animal aloca o máximo de alimentação possível a períodos breves de baixo risco. Essas conclusões se mantêm sob vários cenários de alimentação interrompida, comportamento dependente do estado e variação estocástica em situações de risco. Nossa análise também sugere que um protocolo experimental comum, no qual animais presa são mantidos sob baixo risco e, em seguida, expostos a um breve "pulso" de alto risco, provavelmente superestima a intensidade do comportamento antipredador esperado em situações de campo ou exposição crônica a alto risco.
Lima et al. (Terça,) estudaram essa questão.
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