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Pacientes com hemofilia severa geralmente apresentam um fenótipo de sangramento severo, com hemorragias em articulações ou músculos desde uma idade precoce. Embora a gravidade e a frequência dos sintomas hemorrágicos correlacionem-se com a atividade residual do fator VIII/IX (FVIII/IX) no plasma, uma variabilidade considerável no padrão de sangramento, na utilização de concentrados de FVIII/IX e nos danos articulares foi observada. Um subconjunto de 10 a 15% dos pacientes com hemofilia A severa apresenta um fenótipo de doença mais brando, com frequências significativamente reduzidas de sangramento espontâneo e menores necessidades de concentrado de fator. Esse fenótipo clínico mitigado é determinado pelas mutações subjacentes nos genes F8/F9, por alterações genéticas e polimorfismos em outros genes do sistema de hemostasia, por diferenças em genes de resposta inflamatória e imune, por limitações nos diagnósticos laboratoriais, assim como por fatores ambientais. A identificação de fatores modificadores da doença na hemofilia pode influenciar decisões de tratamento, como iniciar e adaptar a profilaxia de acordo com o fenótipo clínico específico, em vez de apenas o grau de gravidade definido laboratorialmente. Esta revisão foca nas informações atuais sobre os fatores que mitigam a apresentação clínica da hemofilia e que contribuem para sua alta heterogeneidade fenotípica.
Pavlova et al. (Qua,) estudaram essa questão.