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O gênero Candida compreende fungos oportunistas que podem se tornar patogênicos quando o sistema imunológico do hospedeiro falha. Candida albicans é a espécie mais importante e prevalente. Polienos, fluoropirimidinas, equinocandinas e azóis são utilizados como agentes antifúngicos comerciais para tratar candidíase. No entanto, a presença de resistência intrínseca e desenvolvida contra antifúngicos azóis tem sido amplamente documentada entre várias espécies de Candida. O advento de doenças fúngicas originais e o ressurgimento de doenças fúngicas clássicas ocorreram como consequência do desenvolvimento do fenômeno de resistência antifúngica. Dessa forma, o desenvolvimento de novas terapias satisfatórias para doenças fúngicas persiste como um grande desafio da medicina contemporânea. O design de medicamentos originais a partir de medicinas tradicionais oferece novas promessas na clínica moderna. A necessidade urgente inclui o desenvolvimento de medicamentos alternativos que sejam mais eficientes e tolerantes do que os tradicionais já em uso. A identificação de novas substâncias com potencial efeito antifúngico em baixas concentrações ou em combinação também é uma possibilidade. A presente revisão examina brevemente as infecções causadas por espécies de Candida e foca nos mecanismos de ação associados aos agentes tradicionais usados para tratar essas infecções, bem como na compreensão atual da base molecular do desenvolvimento da resistência nessas espécies fúngicas. Além disso, esta revisão descreve algumas das moléculas e/ou substâncias alternativas promissoras que poderiam ser usadas como agentes anticandidais, seus mecanismos de ação e seu uso em combinação com medicamentos tradicionais.
Santos et al. (Ter,) estudaram esta questão.