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Apesar do evidente caráter espacial dos acidentes rodoviários, pesquisas limitadas foram conduzidas na análise de segurança rodoviária para considerar a correlação espacial; além disso, as consequências práticas dessa omissão são amplamente desconhecidas. O objetivo desta pesquisa é explorar o efeito da correlação espacial em modelos de frequência de acidentes rodoviários no nível de segmento. Diferentes estruturas de vizinhança de segmento são testadas para estabelecer a mais apropriada no contexto da modelagem da frequência de acidentes em redes rodoviárias. Uma abordagem hierárquica de Bayes completa é utilizada com efeitos autorregressivos condicionais para os termos de correlação espacial. A análise de dados de acidentes, tráfego e inventário rodoviário de um condado rural na Pensilvânia indica a importância de incluir a correlação espacial nos modelos de acidentes rodoviários. Os modelos com correlação espacial apresentam um ajuste significativamente melhor aos dados do que o modelo lognormal de Poisson, que considerava apenas a heterogeneidade. Os parâmetros significativamente diferentes de zero incluíram o tráfego médio diário anual (AADT) e larguras de acostamento inferiores a 4 pés e entre 6 e 10 pés. Em quatro modelos com correlação espacial, a adequação do ajuste foi melhorada em comparação com o modelo que incluía apenas a heterogeneidade. Mais importante ainda é o potencial da correlação espacial para reducir o viés associado à especificação incorreta do modelo, conforme mostrado pela alteração na estimativa do coeficiente do AADT e outros parâmetros.
Agüero-Valverde et al. (Terça-feira,) estudaram essa questão.
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