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Descritores comunitários baseados em características têm sido amplamente utilizados para fazer inferências sobre os processos de assembleia de comunidades. O nível de discriminação das características (resolução de medição) pode ter consequências para a qualidade da correlação dos padrões de diversidade com variáveis preditoras. Aqui, desenvolvemos uma nova estrutura para avaliar: i) quanto de informação é perdida quando a resolução de medição das características funcionais é reduzida, e; ii) até que ponto características morfológicas e filogenia podem ser usadas como substitutos da estratégia alimentar. Também testamos se a resolução de medição das características afeta a capacidade das métricas de diversidade funcional da comunidade de discriminar diferentes habitats. Usamos dados empíricos de comunidades de peixes marinhos e correlacionamos as dissimilaridades par a par com base na resolução de medição mais detalhada da dieta com dissimilaridades par a par baseadas em diferentes resoluções de dieta, ecomorfologia e filogenia. Em seguida, comparamos a diversidade funcional entre três regiões marinhas usando as diferentes resoluções de características alimentares, filogenia e ecomorfologia para detectar filtragem ambiental. Filogenia e características ecomorfológicas não estavam correlacionadas com a dieta dos peixes. Houve uma forte correlação entre a maior e a segunda maior resolução de medição, com a associação diminuindo para dados de menor resolução. Significativamente, dados de alta resolução são mais capazes de discriminar diferentes habitats do que a diversidade funcional. Esses resultados não apoiam o uso de substitutos para características tróficas e destacam a importância da resolução de medição em estudos de diversidade funcional em ecossistemas marinhos tropicais.
Silva et al. (Sex,) estudaram essa questão.