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Algas marinhas produzem um coquetel de metabolitos halogenados com potencial valor comercial. As estruturas exibidas por esses compostos vão de entidades acíclicas com uma cadeia linear até moléculas policíclicas complexas. Sua aplicação médica e farmacêutica tem sido investigada por algumas décadas, no entanto, outras propriedades, como a antifouling, não devem ser descartadas. Muitos compostos foram descobertos nos últimos anos, embora a necessidade de novos medicamentos mantenha este campo aberto, já que muitas espécies de algas são pouco estudadas. O papel ecológico dos metabolitos halogenados das algas marinhas foi, de certa forma, negligenciado. Este novo campo de pesquisa proporcionará insights valiosos e inovadores sobre a dinâmica do ecossistema marinho, bem como uma nova abordagem para compreender a biodiversidade. Além disso, entender as interações entre a produção de compostos halogenados pelas algas e o ambiente, incluindo mudanças antropogênicas ou climáticas globais, é uma meta desafiadora para os próximos anos. A pesquisa sobre metabolitos halogenados tem estado mais focada nas macroalgas do que no fitoplâncton. No entanto, o fitoplâncton pode ser um material muito promissor, uma vez que é a base da cadeia alimentar marinha com rápida adaptação às mudanças ambientais, o que indubitavelmente tem consequências no metabolismo secundário. Este artigo revisa os avanços recentes nesse campo e apresenta tendências sobre o papel das algas marinhas como produtoras de compostos halogenados.
Cabrita et al. (Mon,) estudaram essa questão.