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Como pode um escritor árabe israelense participar de uma tradição literária judaica que percebe o escritor como um profeta bíblico, um "sentinela da casa de Israel"? Este artigo explora as maneiras pelas quais o escritor árabe-israelense Anton Shammas utiliza uma poética da intertextualidade para esculpir um espaço para si mesmo em uma língua que não é totalmente sua. Minha leitura do romance Arabesques de Shammas, de 1986, foca em um parágrafo em que Shammas alude, de fato reescreve, uma passagem de "Habrekhah" de Bialik ("A Poça"), amplamente considerada um dos maiores textos ars poética da literatura hebraica. Ao reler e reescrever Bialik a partir das margens da cultura israelense, Shammas faz um uso surpreendente deste poema canônico, posicionando-o em um novo contexto de política de identidade. Através dessa prática intertextual, Shammas desafia as fronteiras nacionais e étnicas da cultura israelense.
Michael Gluzman (Mon,) estudou essa questão.
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