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Apesar de sua abundância no ambiente, o ferro é pouco biodisponível e sujeito a rígida conservação e reciclagem interna pela maioria dos organismos. Em vertebrados, a estabilidade da concentração de ferro no plasma e no fluido extracelular, assim como o conteúdo total de ferro no corpo, são mantidos pela interação do hormônio peptídico regulador de ferro hepcidina com seu receptor e o exportador celular de ferro ferroportina (SLC40a1). A ferroportina exporta ferro de enterócitos duodenais que absorvem ferro dietético, de macrófagos recicladores de ferro no baço e no fígado, e de hepatócitos que armazenam ferro. A hepcidina bloqueia a exportação de ferro através da ferroportina, causando hipoferriemia. Durante a deficiência de ferro ou após hemorragia, a hepcidina diminui para permitir a entrega de ferro ao plasma através da ferroportina, promovendo assim a eritropoiese compensatória. Como um mediador de defesa do hospedeiro, a hepcidina aumenta em resposta a infecções e inflamações, bloqueando a entrega de ferro através da ferroportina ao plasma sanguíneo, limitando assim a disponibilidade de ferro para microrganismos invasores. Doenças genéticas que diminuem a síntese de hepcidina ou interrompem a ligação da hepcidina à ferroportina causam o distúrbio de sobrecarga de ferro conhecido como hemocromatose hereditária. O fenótipo oposto, restrição de ferro ou deficiência de ferro, pode resultar da superprodução genética ou inflamatória de hepcidina.
Nemeth et al. (Thu,) estudaram essa questão.