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Escherichia coli enterohemorrágica (EHEC) são responsáveis por surtos significativos de diarreia sanguinolenta e síndrome hemolítica urêmica (SHU) em todo o mundo. A mortalidade associada a infecções por EHEC decorre da produção e liberação de uma potente toxina Shiga (Stx) por essas bactérias. A Stx induz a morte celular em células endoteliais, principalmente no trato urinário, causando SHU. A Stx foi descrita pela primeira vez em Shigella dysenteriae sorotipo I por Kiyoshi Shiga e foi descoberta posteriormente em EHEC. Vários sinais ambientais regulam a expressão da Stx, incluindo temperatura, fase de crescimento, antibióticos, espécies reativas de oxigênio (ERO) e quorum sensing. Atualmente, não existe tratamento ou profilaxia eficaz para a SHU. Como os antibióticos desencadeiam a produção de Stx e seu uso no tratamento de infecções por EHEC é controverso, estratégias terapêuticas alternativas tornaram-se o foco de intensa pesquisa. Uma dessas estratégias explora inibidores de quorum sensing como terapias. Esses inibidores visam a regulação do quorum sensing da expressão da Stx sem interferir no crescimento bacteriano, levando à hipótese de que esses inibidores impõem menor pressão seletiva para que as bactérias desenvolvam resistência a medicamentos. Nesta revisão, discutimos os fatores que regulam a produção de Stx em EHEC, bem como estratégias novas para prevenir e/ou minimizar o desenvolvimento de SHU em indivíduos infectados.
Pacheco et al. (Sun,) estudaram esta questão.