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Este artigo relata uma série de inconsistências que aparecem na sintaxe do espaço—uma técnica bem conhecida de análise urbana—ao lidar com certas configurações geométricas. Em um nível simples, a análise de texturas urbanas regularmente dispostas (como a de Manhattan) revela a dificuldade de aceitar a afirmação de que a sintaxe do espaço permite a modelagem do processo de escolha dos pedestres. Em casos mais complexos, a distorção de duas texturas ideais produz uma descontinuidade topológica, levando à situação inaceitável em que uma única configuração urbana produz dois resultados conflitantes quando analisada com ferramentas de sintaxe do espaço. Vários outros pontos também são discutidos, como a dificuldade da sintaxe do espaço em levar em conta a altura dos edifícios e o uso do solo, e sua sensibilidade às condições de contorno. As conclusões parecem sugerir que a representação topológica das cidades, na qual a sintaxe do espaço se baseia, descarta informações métricas preciosas e é bastante limitante. Prevê-se que, com os atuais aumentos no poder computacional, novos algoritmos possam permitir uma compreensão mais profunda da textura urbana, baseada na exploração completa de suas propriedades métricas e topológicas. Isso contribuiria para responder à fascinante questão que a sintaxe do espaço ajudou a elaborar: qual é a influência da configuração urbana na vida social?
Carlo Ratti (Mon,) estudou essa questão.